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Limão
Actualizado 05/08/2011

Fase Fenologica Pragas Doenças Infestantes

MOSQUINHA BRANCA DOS CITRINOS

  Aleurothrixus floccosus Maskell

A traça do limoeiro é um microlepidóptero da família Yponomeutidae, com uma vasta distribuição geográfica que abrange as regiões temperadas, subtropicais e tropicais, estendendo-se até à Austrália e Estados Unidos da América. Esta praga é referenciada como muito nociva para a bacia do mediterrâneo, em Espanha, Itália e Portugal, na cultura do limoeiro, nos citrinos de floração escalonada e/ou que formem agregados de flores e em plantações com multiplicidade de espécies de citrinos, que mantêm um período de floração continuada.


A Prays citri apresenta ovos pequenos, com coloração inicial amarelada, escurecendo à medida que ocorre o desenvolvimento embrionário.


 No final do desenvolvimento larvar, isto é, do 5º instar larvar, a lagarta cerca de sete milímetros de comprimento. Inicialmente  apresenta uma coloração esbranquiçada, quase transparente, podendo variar à medida que se desenvolve e de acordo com o regime alimentar, apresentando tonalidades entre o amarelado e vermelho oxidado, por vezes com faixas longitudinais de cor avermelhada. A lagarta do último instar segrega uma substância que solidifica em contacto com o ar e transforma-se em fio de seda, com o qual tece o casulo que protege a pupa. A pupa, do tipo obtecta, é inicialmente esverdeada, escurecendo e passando a castanho esverdeada.


O adulto é uma pequena borboleta com uma envergadura de 18 a 24 mm, com coloração cinzenta-pardacenta, apresentando pontuações mais escuras no meio e na extremidade anal das asas anteriores, assim como manchas mais pequenas distribuídas irregularmente por toda a superfície. As asas posteriores apresentam coloração acinzentada mais uniforme e são rodeadas por sedas compridas.


Os adultos apresentam hábitos de voo nocturnos ou crepusculares. As fêmeas iniciam as posturas algumas horas após o acasalamento, depositando os ovos individualmente sobre as pétalas das flores fechadas, podendo ocorrer também nas sépalas, botões florais ou frutinhos. Os órgãos com tonalidades verde-violáceas são mais atractivos para a postura. Cada fêmea pode pôr entre 100 – 150 ovos em condições óptimas de factores climáticos e regime alimentar. Determinados factores, como chuva, vento forte e temperatura inferior a 10ºC, impedem a postura.


A lagarta recém eclodida penetra no botão floral e alimenta-se com grande voracidade das partes internas e superficiais das flores, mas, por vezes, perfura a superfície e escava galerias para se alimentar dos tecidos internos. Dependendo da intensidade das posturas e da disponibilidade de órgãos susceptíveis, cada lagarta destrói em média 10 botões florais, o que corresponde a 10 frutos. Paralelamente, as lagartas são filófagas. P. citri passa o Inverno no estado de pupa nos ramos, tronco ou solo devido à queda das flores e dos frutos atacados.


 A 25 ºC de temperatura, a incubação dos ovos, o desenvolvimento larvar e a fase de pupa, duram respectivamente, 4, 12 e 6 dias. A duração de um ciclo completo de P. citri depende das condições climáticas e quantidade de alimento disponível. Em condições naturais, o ciclo pode variar entre 30 dias no Verão e 60 dias no Inverno. Durante a maior parte do ano, é possível encontrar P. citri em todos os estados, iniciando-se os ataques com temperaturas de 10 ºC. Para a bacia Mediterrânea, o número de gerações anuais está estimado entre três e 16 gerações sobrepostas. A distribuição é uniforme, quer ao nível da árvore quer da parcela, sendo que os níveis populacionais mais elevados coincidem com as épocas de floração.


Entre as espécies de citrinos, o limoeiro, a cidreira (Citrus medica) e algumas cultivares de laranjeira doce (Citrus sinensis) são mais susceptíveis aos ataques de P. citri, sendo que na primeira origina maiores estragos, em particular nas cultivares que apresentam floração durante todo o ano. A sua actividade é particularmente visível pelo aglomerado de botões florais secos, teias, excrementos e detritos vegetais, que forma durante a alimentação (por vezes os botões florais destacam-se e ficam presos por teias finas). Os estragos são originados durante a fase larvar pela lagarta que, ao perfurar os botões florais, flores ou frutos recém vingados, pode diminuir drasticamente a produção.


 




Adulto de mosquinha branca a realizar posturas (www.seea.es)

Detalhe da postura em círculo de mosquinha branca (www.inra.fr)

Gotículas de melada produzida pelas ninfas de 2º instar de mosquinha branca (www.inra.fr)

Ninfas de 4º instar de mosquinha branca (www.inra.fr)

Pupas parasitadas (www.inra.fr)

Cólónia de mosquinha branca na página inferior da folha (www.inra.fr)

Detalhe de uma colónia de mosquinha branca (adultos, ninfas, secreções algodonosas e gotículas de melada) (www.inra.fr)

parasitoide de mosquinha branca (Cales noacki) (www.inra.fr)

Estratégia de Luta

  Introdução
Refere-se, antes de mais, o papel importante que os inimigos naturais desempenham na luta biológica, nomeadamente predadores e parasitóides (por exemplo, Cales noacki Howard), contribuindo para a regulação dos níveis populacionais de A. floccossus.
A seguir apresenta-se a estratégia de protecção a adoptar, relativamente à metodologia de estimativa do risco, níveis económicos de ataque e meios de protecção.
  Método de Estimativa do Risco
Abril – Outubro: observação visual de 2 círculos x 20 árvores para determinar a % de círculos atacados; colheita de 5 folhas em 10 rebentos atacados (ao acaso) e observação visual em laboratório para identificar o estado dominante de desenvolvimento.
  Tomada de Decisão
20% dos rebentos atacados com ninfas N1 - N3.






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