Limão Actualizado 05/08/2011
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ÁCARO BRANCO DOS CITRINOS
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Polyphagotarsonemus latus (Banks)
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O ácaro branco dos citrinos pertence à família Tarsonemidae. Os adultos apresentam uma dimensão de 0,2 a 0,3 µm de comprimento (não visíveis a olho nú), forma cilíndrica e cor branca ou amarelada. Demonstram um claro dimorfismo sexual, sendo as fêmeas de maior dimensão e desprovidas de ambulacro no 4º par de patas que se encontra atrofiado e termina num pequeno tubérculo e os machos com o 4º par de patas hipertrofiado, transformado em pinças, cuja função é a de segurar a fêmea no momento da cópula. Ambos são providos de quelíceras em forma de pequenos estiletes, característica que influi directamente na sua capacidade de alimentação uma vez que só lhes permite atravessar tecidos vegetais muito tenros. Os ovos são de cor branco hialino, forma ovalada e convexa, cobertos por pequenas protuberâncias. As larvas têm três pares de patas e pouca mobilidade. As ninfas apresentam coloração branca hialina, com manchas opacas sobre o abdómen.
O macho tem uma longevidade menor do que a fêmea e a cópula dá-se logo após eclosão da fêmea. Esta pode viver 14 dias e pôr mais de 40 ovos. As condições óptimas de desenvolvimento são temperaturas de 25º C e humidade relativa de 90-100%. No Verão podem completar o ciclo de vida em apenas sete dias, pelo que, em zonas de clima mais ameno, podem atingir 20 a 30 gerações anuais.
Este tarsonemideo desenvolve-se na página inferior das folhas jovens e nos rebentos. Os sintomas que causa são provocados pela actividade de alimentação de todas as formas móveis (larvas, ninfas e adultos).
Os primeiros sintomas nas folhas manifestam-se pela deformação e enrolamento, além da alteração da coloração. Posteriormente, a epiderme da página inferior mostra-se necrosada, com uma película fina de cor cinzento-amarelada, e pode sofrer abcisão prematura. Os rebentos podem apresentar necrosamento e deformação.
Os estrados nos frutos traduzem-se pela epiderme manchada com uma película fina acinzentada, conferindo aspecto bronzeado. Estes estragos revelam-se apenas em parte da epiderme, em particular nas zonas menos expostas ao sol e de contacto entre frutos, ou na sua totalidade, podendo desenvolver-se logo após o vingamento do fruto ou posteriormente, mantendo-se até à maturação. Verifica-se, consequentemente, a desvalorização comercial dos frutos.
 Ácaro branco do citrinos (www.ipm.ucdavis.edu) |
 Estragos em frutos jovens (www.ipm.ucdavis.edu) |
 Sintomas em folhas (www.viarural.com.ar) |
Introdução |
Seguidamente apresenta-se a estratégia de protecção a adoptar, relativamente à metodologia de estimativa de risco, níveis económicos de ataque e meios de protecção.
A decisão deve ter, igualmente, em consideração a presença de ácaros predadores, desde o aparecimento dos frutos até à sua maturação, efectuando-se semanalmente (Abril-Novembro) observação visual de 5 folhas x 20 árvores ao acaso.
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Método de Estimativa do Risco |
Abril – Novembro: Observação visual, em campo, de 100 rebentos (5 rebentos x 20 árvores) e determinar a percentagem de gomos infestados.
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Tomada de Decisão |
Abril – Junho: 20 a 30 % dos rebentos (<5 cm) atacados,
Julho – Novembro: 30 % dos rebentos atacados.
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