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Limão
Actualizado 05/08/2011

Fase Fenologica Pragas Doenças Infestantes

MÍLDIO OU ÁGUADO DOS CITRINOS

  Phytophthora spp.
MÍLDIO OU ÁGUADO DOS CITRINOS

O míldio ou águado dos citrinos é provocado por pseudofungos do género Phytophthora, sendo as espécies mais frequentes, em Portugal, Phytophthora citricola Sawada, P. citrophtora (R. E. Smith & E. H. Smith.) Leonian, P. hibernalis Carne, P. nicotianae var. parasitica (Dastur) Waterhouse e P. syringae (Kleb.).


Esta doença ocorre preferencialmente em frutos, ocasionalmente em folhas, no tronco e na parte superior das raízes principais, provocando elevados prejuízos nos pomares.


Os ataques de Phytophthora spp. registam-se durante o Outono e Inverno, uma vez que, o fungo necessita  de períodos húmidos e frios, chuvas abundantes, solos argilosos ou com má drenagem.


Os seus ataques são bastante irregulares ao longo do ano, podendo atingir, nas zonas mais húmidas e nos Invernos mais chuvosos, um intensidade que se pode traduzir em elevados prejuízos.


A sintomatologia do míldio nos frutos caracteriza-se, em tempo húmido, pelo desenvolvimento de manchas acastanhadas, um cheiro característico e apodrecimento. Os frutos afectados caem com facilidade e, por vezes, à superfície dos tecidos forma-se uma ligeira pubescência branca (micélio e zoosporângios do fungo). Posteriormente são invadidos por bolores, especialmente o bolor verde (Penicillium italicum Wehmer). Mas com o tempo seco, a casca dos frutos mantêm-se firme, elástica, ressequida, não apodrece e com coloração acastanhada. Geralmente são os frutos mais próximos do solo os primeiros a serem afectados.


Nas folhas, os sintomas manifestam-se por pequenas manchas translúcidas nos bordos e ápice da folha, invadindo depois gradualmente todo o limbo. Posteriormente, estas manchas adquirem um aspecto húmido e escuro. Na página inferior podem ser evidentes manchas ligeiramente esbranquiçadas, correspondentes às frutificações do fungo. As folhas infectadas acabam por cair prematuramente, dependendo do nível de infecção.


Também pode atacar as raízes e a zona do colo das árvores e o tronco. É sobretudo no tronco que causa mais estragos, manifestando-se por uma coloração escura, rebentamento da casca a qual se destaca e seca progressivamente e aparecimento de goma. Nas raízes origina a sua destruição, interferindo gravemente com a distribuição de água e nutrientes à parte aérea da árvore. Como resultado, a árvore apresenta um crescimento deficiente e uma redução na produção.Como resultado final, Phytophthora spp. origina o declínio lento da árvore.


As espécies de Phytophthora estão presentes na maioria dos pomares de citrinos, podendo sobreviver a condições adversas na forma de esporos resistentes no solo. Entre os factores que favorecem o desenvolvimento da doença constam o tipo de solo (por exemplo, os solos argilosos favorecem mais a doença do que os arenosos) ou solos com drenagem deficiente, a susceptibilidade do hospedeiro vegetal (por exemplo, a laranjeira é mais susceptível do que o limoeiro e a tangerineira), condução das plantas em compassos apertados, com pouco arejamento e ramos em contacto com o solo, plantações incorrectas (muito fundas) e as condições meteorológicas (chuvas persistentes e temperaturas da ordem dos 18-20 ºC).


 




Sintomas de míldio nos frutos (www.plantpathology.tamu.edu)

Sintomas de míldio no tronco (www.plantpathology.tamu.edu)

Sintomas de míldio na zona radicular (www. maple.dnr.cornell.edu)

Estratégia de Luta

  Introdução
Apesar de se conhecer alguns resultados satisfatórios de luta biológica contra Phytophthora spp. em citrinos, recorrendo à utilização de antagonistas, como Myrothecium roridum e de solos supressivos com elevadas populações de bactérias com acção antagonista, a protecção dos citrinos relativamente a esta doença baseia-se fundamentalmente em medidas culturais e químicas. Entre as medidas culturais recomendam-se: drenagem do solo para evitar excesso de água; poda racional para facilitar a circulação do ar evitando deixar ramos demasiado próximos do solo; evitar plantações com compassos apertados em zonas húmidas; enterrar frutos longe do pomar; evitar adubações em excesso.
Como meios de protecção genéticos, há considerar a utilização de porta-enxertos resistentes (por exemplo, Citrangeira Troyer, Citrangeira Carrizo, Poncirus trifoliata, laranjeira azeda).
  Método de Estimativa do Risco
Outubro – Março: observação dos primeiros sintomas nas folhas e frutos da parte basal das árvores e lesões no tronco.
  Tomada de decisão
Efectuar tratamentos com os fungicidas homologados para esta doença, de acordo com as recomendações dos sistemas de avisos.

  Substâncias activas
Substância Activa Formulações Concentração (g sa/hl) Classificação Toxicológica Intervalo de Segurança (dias) Link DGAV
cobre (sulfato Cu tribásico) SC 247 
Iniciar os tratamentos no Outono quando se verifica o abaixamento da temperatura e surjam as primeiras chuvas fortes. Repetir a intervalos de 3 a 4 semanas, enquanto o tempo decorrer frio e húmido. Normalmente 3 aplicações são suficientes em meados de Novembro, a segunda em fins de Dezembro e a terceira em príncipios de Fevereiro.

cobre(sulfato de cobre e cálcio - mistura bordalesa) WP 2000 - 2500 Cu  Xi, N 
Gomose: aplicações na Primavera sob a forma de pasta nas zonas necrosadas depois de limpas. Previamente neutralizado com cal.

cobre(sulfato de cobre e cálcio - mistura bordalesa) WP 250 - 520 Cu  Xn, N 
Míldio.

cobre(sulfato de cobre e cálcio - mistura bordalesa) WG 2000 Cu  Xi, N 
Gomose: aplicações na Primavera sob a forma de pasta nas zonas necrosadas depois de limpas. Previamente neutralizado com cal.

fosetil-alumínio WG 200  Xi, N  14 
Míldio e Gomose. Para a Gomose aplicar com 2-3 meses de intervalo na fase de crescimento activo.

fosetil-alumínio WP 200  Xn, N  14 
Míldio e Gomose. Para a Gomose aplicar com 2-3 meses de intervalo na fase de crescimento activo.

hidróxido de cobre WG 120 - 210 Cu; 125 - 212,5  Xn, N; Xi, N 
Míldio: o produto tem acção inibidora em bactérias que favorecem a formação de gelo. A aplicação antes da existência de condições de geada, nas concentrações indicadas, pode proteger de geadas fracas.

hidróxido de cobre WP 150 - 250 Cu  Xn, N 
Míldio: o produto tem acção inibidora em bactérias que favorecem a formação de gelo. A aplicação antes da existência de condições de geada, nas concentrações indicadas, pode proteger de geadas fracas.

oxicloreto de cobre SC 125 - 300 Cu  Xn, N 
Míldio: iniciar os tratamentos no Outono quando se verificar um abaixamento da temperatura e surjam as primeiras chuvas fortes. Repetir a intervalos de 3 a 4 semanas enquanto o tempo decorrer frio e húmido. Normalmente 3 aplicações são suficientes, a primeira em meados de Novembro, a segunda em fins de Dezembro e a terceira em princípios de Fevereiro.

oxicloreto de cobre WP 150 - 300 Cu  Xn; N 
Míldio: iniciar os tratamentos no Outono quando se verificar um abaixamento da temperatura e surjam as primeiras chuvas fortes. Repetir a intervalos de 3 a 4 semanas enquanto o tempo decorrer frio e húmido. Normalmente 3 aplicações são suficientes, a primeira em meados de Novembro, a segunda em fins de Dezembro e a terceira em princípios de Fevereiro.

oxicloreto de cobre WG 168,75; 150 - 300; 95  N; Xn; Xi 
Míldio: iniciar os tratamentos no Outono quando se verificar um abaixamento da temperatura e surjam as primeiras chuvas fortes. Repetir a intervalos de 3 a 4 semanas enquanto o tempo decorrer frio e húmido. Normalmente 3 aplicações são suficientes, a primeira em meados de Novembro, a segunda em fins de Dezembro e a terceira em princípios de Fevereiro.

sulfato de cobre XX 2500 Cu  Xn, N 
Gomose: aplicações na Primavera sob a forma de pasta nas zonas necrosadas depois de limpas. Quantidade a juntar em 100l de água e a 20kg de cal, de forma a constituir uma pasta.

sulfato de cobre XX 200 - 500 Cu  Xn, N 
Míldio.



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